Saturday, May 31, 2014

Reynaldo-BH: Num Brasil cada vez mais surreal, o que nos resta é o voto

O Brasil é surreal. Cada vez mais uma caricatura de quem, como o desenhista oficial do Planalto, ainda não sabe sequer colorir álbuns infantis.
Um índio flechando um policial. Como um Touro Sentado num duelo com o general Custer, sob o olhar complacente do especialista em “movimento sociais” – o que e me leva a incluir os índios nessa categoria. Seria emocionante como um faroeste se não fosse real.
Um bandido (ladrão que havia sido condenado a 12 anos de pena por assalto à mão armada), agora deputado estadual pelo PT, participando de reuniões com o PCC. A mesma organização que, segundo o partido do mensalão, só existe porque existe o governo do PSDB.
Agora temos Lula Cabral do Restelo. O que não descobriu o Brasil porque a história o traiu e colocou Pedro Álvares Cabral na caravela mais veloz. Perdeu a primazia.
E por fim há um presidente do Supremo Tribunal Federal que decidiu antecipar em 11 anos a aposentadoria por não suportar o convívio no mesmo plenário com o seu sucessor no comando da Corte.
É normal?
Tudo no Brasil é normal e aceitável?
Quem dirá que Joaquim Barbosa não tem razão? Quem dirá que sim?
O PT está em festa. É possível que no sábado haja mais uma feijoada na Papuda.
Miopia. Perderam a noção da cidadania e da garantia legal que o Poder Judiciário nos dá. Festejam o próprio enterro. Exaltam o desastre sem entender que também estão sob os escombros.
Neste país de poderes podres, ministros que devem favores (ou dinheiro a réus que irão julgar), ministros risíveis, presidente que supera Maria, a Louca, deputados ladrões. O que nos resta?
Resta o voto. Ou não?

Joaquim Barbosa tem munição de sobra para ajudar a impedir que o Brasil se subordine de vez à confederação dos fora da lei

Para azar da seita que venera corruptos, Joaquim Barbosa é um homem honesto, reiterou o título do post aqui publicado em 7 de julho de 2013. O texto tratou de mais uma sórdida ofensiva movida por blogueiros de aluguel, mobilizados por sacerdotes decaídos que o ministro do Supremo Tribunal Federal enfrentou com altivez e bravura. A infâmia da vez sibilava que não havia diferenças entre uma viagem do relator do mensalão, que nada teve de ilegal ou imoral, e a farra aérea protagonizada por gente como Lula, Rose Noronha, Sérgio Cabral, Garibaldi Alves, Renan Calheiros ou Henrique Alves.
Mais uma vez, o bando a serviço de celebrantes de missas negras foi desmoralizado pelos fatos ─ e obrigado a recuar para o pântano na selva da internet sem levar como troféu o escalpo do homem que conduziu exemplarmente o julgamento mais importante da história do STF. O episódio confirmou que, para desgraça do grande clube dos cafajestes (e para sorte do país que presta), a desonestidade nunca figurou entre os defeitos que inclui, por exemplo, o pavio curtíssimo e a baixa disposição para o convívio dos contrários.
Os bucaneiros lulopetistas souberam desde sempre que lidavam com um jurista honrado ─ e por isso mesmo o mantiveram permanentemente na alça de mira. Barbosa não foi transformado em alvo preferencial por reincidir em escorregões populistas ou surtos de intolerância, mas por ter provado que existem no Brasil juízes sem medo. Num Supremo ameaçado de virar sucursal do Executivo pela ampliação da bancada composta por ministros da defesa de culpados, Barbosa vai fazer muita falta. Aos 59 anos, contudo, ele só se aposentou do serviço público.
É improvável que pretenda  aposentar-se da vida pública. Se quiser, dificilmente conseguirá. A decisão de antecipar a saída foi lastimada pelo país decente e festejada com um carnaval temporão pela turma da Papuda. A reação contrastante é mais que um ponto luminoso na trajetória de Joaquim Barbosa. É outro poderoso motivo para que não capitule, e siga cumprindo seu dever. A partir de julho, estará liberado para agir também politicamente. Sobra-lhe munição para ajudar a impedir que o Brasil se subordine de vez à confederação dos fora da lei.

Os sem-celular


O telefone celular não é apenas um artefato do Coisa-Ruim, assim como a televisão é a Besta encarnada. É um rastreador do governo/alienígenas/palhaços/Grandes Corporações que serve para manter cada indivíduo sob o domínio deles. Via satélite, eles controlam aonde o senhor 9999-9999 vai, o que fala, quanto tempo demora a digerir um rosbife e tudo o que está pensando, inclusive quando, silenciosamente, comemora: "Humm, rosquinhas."

Somos 37 os integrantes do combalido Grêmio Pan-americano de Repúdio ao Celular, organização com fins lucrativos que se dedica a imprecar contra o aparelho de telefonia móvel. No quadro de associados, figuram meu avô, o Elton John, um sujeito que mora ao sul de Tocantins, uma velha chamada Celeste que tem os dedos gordos e não consegue apertar as teclas individualmente, o Chico Buarque, o Matheus Nachtergaele, o tio de uma amiga minha, a cantora Stephany do Piauí, um andarilho chamado Ganesha Sol de Oliveira e eu.

Nos últimos meses, o número de membros só tem diminuído, devido à idade avançada dos fundadores e por conta de certos escândalos - como telefones pessoais vibrando durante a reunião de diretoria.

Em dezembro do ano passado, o Brasil chegou a 169 milhões de celulares, São 88,43 aparelhos para cada 100 habitantes. É questão de tempo para que todos os terráqueos (menos nós, os 37) estejam sob o domínio deles.

É fácil reconhecer as vítimas deles. Vejam como ficam desorientados, remexendo suas bolsas diante de qualquer ruído, mesmo quando a gente imita som de telefone com a boca. Diante de um sinal preestabelecido, como o hino do Palmeiras ou Adocica, de Beto Barbosa, todos sairão correndo para atender seus respectivos telemóveis e receberão ordens de aplicar petelecos uns aos outros. A senha para a instauração da balbúrdia será: "É o meu! É o meu!", e nós, os 37, assistiremos ao espetáculo com um sorriso no rosto, tranquilos e gabolas.

Gostamos bastante de celulares que explodem. Apreciamos macabros ringtones que provocam sustos nos proprietários. Exultamos ao ver as filas à porta das operadoras, gente que tropeça no ônibus com o aparelho equilibrado entre a orelha e o ombro e, sobretudo, o semblante de pânico e prontidão no rosto de quem traz a maléfica engenhoca no bolso. Reagimos com euforia às pesquisas que dizem que o celular dá gota, tifo e problemas abdominais a esclarecer. Exemplo: a partir de 1994, a cidade de Londres registrou um declínio de 75% na população de pássaros, o que coincide com a popularização dos celulares na cidade.

Outro dia, li numa revista institucional uma matéria definitiva sobre as benesses do celular, elaborada inteiramente a partir de um gerador automático de artigos: cinco páginas de puro senso comum, com estatísticas aleatórias e frases de efeito a cada fim de parágrafo. O texto, que de resto era profundo como uma bateria de telefone portátil, terminava, triunfantemente, da seguinte maneira: "Com ou sem radiação, símbolo de status, objeto funcional ou companheiro virtual, não importa: o celular mudou definitivamente as nossas vidas - e o seu alcance ainda nem chegou perto de todo o seu potencial."

Como se pode ver, o celular realmente frita os neurônios. Em questão de minutos. "Com ou sem radiação" virou o mote do nosso grêmio, que se gaba de ter um telefone fixo, de disco, só para receber ligações dos advogados da Cooperativa de Telefonia Móvel. Também temos orgulho de haver eleito Edson Celulari como inimigo número um da classe, num congresso que durou três horas e terminou com uma feirinha de artesanato e papéis de carta.

Uma coisa que invejamos nos usuários, porém, é a capacidade de realizar complexas operações matemáticas e calcular variantes. Exemplo: a operadora X fornece 23% de desconto na franquia mensal para quem fala 280 minutos em ligações locais, envia 100 torpedos por mês, baixa três megabytes de dados e tem uma tia chamada Lourdes. Já a operadora Y cobra só depois do primeiro minuto, permite roaming gratuito, exige fidelidade de dezoito meses e libera sem custos o envio de fotomensagens. É preciso ter doutorado em estatística para computar esses dados. Pois bem, o detentor de um celular considera todos esses fatores simultaneamente e, no final, escolhe o pior plano, com os piores atendentes, e um sinal fanho que só melhora nas cercanias do Pico do Jaraguá.

Em geral, o dono de uma linha iniciada com 6, 7, 8 ou 9 costuma estrear a engenhoca no ônibus. A quem interessar possa, se é que isso algum dia interessaria a alguém, ele grita: alô? está me escutando? estou entrando num túnel. E em seguida passa a fornecer informações em tempo real sobre o itinerário. É esse o grande barato do telefone móvel: anunciar ao pessoal de casa que já vou chegar, estou na frente do castelinho, e, pouco depois: acabei de passar no ponto do frangão, mais uns cinco minutos... É comum mentirem: em Copacabana, dizem que estão quase chegando no Méier. Ou então engatam uma conversa íntima sobre o furúnculo do cunhado, a excursão feita pela Europa, as enchentes, a evolução das espécies. Quando menos se espera, o bate-papo já virou briga, com direito a descrição dos mais recentes escândalos extraconjugais. O chato é que ninguém está autorizado a levantar a mão e tirar suas dúvidas.

Há também os que atendem o telefone no cinema, gritando: agora não dá, estou no cinema (não diga!). Ou os que resolvem checar as mensagens durante os trailers, projetando um facho de luz celestial que cega temporariamente até o homem da projeção. Ou então aqueles que usam o aparelho como se fosse um walkie-talkie, no viva-voz, e nem têm a gentileza de anunciar antes: "Estou aqui na praça com mais cinco desconhecidos, uns bebês, a moça do sorvete, o varredor e o pessoal que saiu do filme por minha causa. Todo mundo está ouvindo. O que você queria me contar sobre a sua micose?"

Como se não bastasse, os proprietários de celular são comprovadamente culpados por acidentes de toda sorte, como o entupimento involuntário de privadas e o congestionamento de pedestres nas calçadas. O fenômeno ocorre quando um ou mais transeuntes atendem uma chamada e passam a andar mais devagar, descrevendo um movimento de cambaleante zigue-zague, para desespero dos que estão atrás. É ruim, mas nada é pior do que tentar conversar com alguém que está mandando mensagens. De quando em quando, o sujeito levanta a cabeça, faz a tradicional pausa de quem estava em outra era geológica e pergunta: "Quem?", alcançando o assunto com dois meses de atraso.

Nosso grêmio está aceitando novos membros. A prioridade é para quem nunca teve um celular e não pretende ter, nem sob o seu cadáver, mesmo que seja justamente para chamar a emergência e salvar a própria vida. Também podem se candidatar aqueles que possuem o aparelho mas desejam se recuperar, os ex-nomofóbicos (dependentes patológicos) e os que o deixam desligado na gaveta de casa, desde que não saibam "que botão eu aperto para atender".


Conheça Stitch, o ‘Tinder’ da terceira idade

Aplicativo está disponível em um Estado da Austrália e na California, nos EUA, mas diz estar planejando expansão mediante demanda
SÃO PAULO – Imagine um aplicativo de “paquera” que em vez de jovens exibindo músculos ou ostentando suas curvas, exibisse senhores e senhoras simpáticos em busca de “companhia”. Essa é a proposta do Stitch, aplicativo criado pelo australiano Andrew Dowling que apresenta aos usuários um sistema de aprovação e recusa próximo ao do Tinder, mas voltado especificamente para um público de 50 anos ou mais.
Atualmente em fase de testes, novos inscritos devem cadastrar seu e-mail no site e esperar pelo dia que o serviço comece a operar por aqui. Por enquanto, os únicos territórios onde o aplicativo está presente é o do Estado de Nova Gales do Sul, na Austrália; e na Califórnia, EUA.
“Estamos no processo de planejar as próximas regiões onde colocaremos nosso produto, então se você vive em algum lugar além desses lugares, por favor, registrem-se e assim pode nos ajudar a decidir quando devemos abrir o Stitch por aí”, diz o site que promove a ideia de “get stitched” (o nome stitch, apropriadamente, se refere ao ato de costurar).
Em sua página, o Stitch faz uso de alguns dados (sem citar fonte) que aparentam justificar a existência do aplicativo. Por exemplo, 40% dos adultos com mais de 50 anos se sentem sozinhos; 86% estão interessados em novos companheiros; e 78% dos divorciados acabaram se envolvendo com outra pessoa tempos depois.
Apesar de se anunciarem como o ‘Tinder para a terceira idade’ inicialmente, o dono do app agora prefere se distanciar do rival – que não possui limitação de idade máxima. “Estamos muito focados nas necessidades específicas do público mais velho, só por isso já somos diferentes do Tinder”, disse Downling à VICE. “Tudo: desde como verificamos as identidades das pessoas até a preferência deles por ligações em vez de mensagens de texto.”
Será que no Brasil um aplicativo como o Stitch emplacaria? Segundo dados recentes da Comscore, usuários com mais de 55 anos totalizam 6,9% da audiência online local. A pesquisa aponta ainda que brasileiros passam o dobro do tempo gasto em redes sociais do que o resto do mundo.

The top 5 reasons why you're broke

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1. Employment and earnings
In all likelihood, you're earning less than the middle-class members of some of the previous generations. A family that earns a median household income of $51,017 today is a fairly accurate representation of a middle class household in the United States. In 1969, a middle-class household earned $54,817 in today's money. In 1979, that number went up to $54,993 in today's money. By 1999, middle-class households were earning $59,758 in today's dollars — more than $8,700 per year more than they are making today.
In addition to the middle class earning less than it did in the past, the recent economic downturn caused a spike in unemployment in 2009, where rates reached 10% in October and then remained at 9% or above for the next 23 months. When there are that many people unable to find a job who are actively looking, many of them end up obtaining low-paying positions for which they are overqualified.
2. Prices
While you're earning less, you're also paying more for the goods and services you purchase. A publication by Daily Finance compares prices between 1999 and 2009. A gallon of gas was $1.30 in 1999, and by 2009, that price went up to $2.56. Today, you pay an average price of $3.65 per gallon at the pump. For a McDonald's Big Mac, you'd shell out $2.50 in 1999 and today, you're looking at an average of around $4.60.
3. Lifestyle and overspending
Consumerism is such a strong ideology in today's society. One estimate indicates that 52% of Americans are spending more than they earn. The Bureau of Labor Statistics' consumer expenditure surveys reflects this sentiment. Annual expenditures exceed income across several locations, income levels, and demographics.
Each time the newest piece of technology hits the market, consumers rush out to purchase it. Wants have turned into perceived necessities, resulting in more spending and less savings.
4. Student loans
In addition to earning less and spending more, you may also begin your career in debt. Starting out behind, it may be difficult to get caught up while paying your loans on top of a home, vehicle, and all of your other expenses. Student loan debt in the U.S. adds up to a combined total of more than $1 trillion.
5. Credit and debt
Interest on revolving lines of credit may result in long-term high monthly payments. The result is you end up paying for a single credit card purchase or series of purchases for several years. As of late 2013, Creditcards.com reports the total revolving debt in the U.S. was around $860 billion, with the average cardholder owning 3.7 credit cards each.
So while you are earning less, spending more, and starting your adult life in debt, you are also borrowing additional funds at high interest rates just to get by – that is why you are broke.


White House press secretary Jay Carney to step down

WASHINGTON -- President Obama said Friday that White House press secretary Jay Carney will be stepping down from his job and be replaced by deputy Josh Earnest.
"It's been an amazing experience," Carney said after Obama's announcement. "Just so fulfilling."
Carney said he will stay on until at least mid-June.
Earnest described his appointment as a "genuine honor," and said he looks forward to pressing the president's "important and beneficial" agenda.
In praising his outgoing press secretary, Obama described Carney as one of his best friends and said he would continue to rely on him as an outside adviser.
Obama described Earnest, his incoming spokesman, as "honest and full of integrity" and "a straight shooter."
Earnest -- "his name describes his demeanor," the president said -- has been an aide to Obama since the early days of his 2008 presidential campaign. "Josh and I have an incredible history going all the way back to the Iowa caucuses," Obama said.
Carney, a former Washington bureau chief for Time magazine, has been White House press secretary since 2011, when he replaced Robert Gibbs. Carney had been communications director for Vice President Biden during the first two years of the Obama administration.
The press secretary's departure drew some political reaction. The National Republican Congressional Committee tweeted: "Tired of talking your way out of too many scandals, #JayCarney? Sign our farewell card."
Carney, who spoke for the White House on items ranging from the death of Osama bin Laden to the current criticism of VA hospitals, said it has been honor to be the president's press secretary.
"I'm not saying it's easy every day, but I love it," Carney said. "It's an important interaction that takes place here ...To be a part of it is an honor and a joy for me."
Carney told reporters he does not know what he will do next. But the former Moscow bureau chief for Time ruled out speculation that he would seem the vacant post of ambassador to Russia.
"I can assure you that my family, having won me back, would not be happy with that outcome," he said.

Spanish Riots, Anguish of Those Recovery Forgot

A riot police officer stopped a demonstrator in Barcelona who protested the eviction of squatters from Can Vies, a warehouse. CreditManu Fernandez/Associated Press
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BARCELONA, Spain — Four nights of rioting here in Spain’s tourism capital have highlighted the country’s persistent social tensions and belied signs of relief from a fragile economic recovery, which has yet to alleviate rampant joblessness.
The rioting started on Monday when Barcelona’s City Hall ordered the eviction of squatters from Can Vies, a warehouse abandoned by the city’s transport authority. The site, in the Sants district, was taken over by squatters 17 years ago and turned into a makeshift social center. City officials said they wanted to reclaim the site for a park.
After attempts to clear the site, protesters threw stones, barricaded streets, smashed bank and shop windows, and set fire to garbage containers and a television van. The rioting has since spread to other parts of the city, and police officers have arrested scores of people.
On Friday, City Hall backed down and said in a statement that plans for the demolition of the site would be halted to help “favor a climate of dialogue.” The squatters nonetheless pledged to continue their protests and to rebuild the half-destroyed center over the weekend.
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The Streets of Barcelona Amid Protests

The Streets of Barcelona Amid Protests

Clashes between the police and protesters continued for a third night in Barcelona, Spain, as demonstrators tried to stop squatters from being evicted.
CreditReuters
Joan Maria Solé, deputy director of the Federation of Neighborhood Associations of Barcelona, said the attempt to replace the Can Vies building with “a hypothetical park or green area” showed that City Hall was insensitive to the widening income gap among residents.
Since hosting the Olympic Games in 1992, Barcelona has become one of Europe’s biggest tourism hubs, with a record 7.5 million visitors last year. The rise in tourism has helped Barcelona weather the economic crisis that hit Spain in 2008 better than many cities. Over all, the city of Barcelona’s unemployment rate is nearly 18 percent, roughly 8 percentage points lower than the national average, although there are big discrepancies between the city’s poorest and richest neighborhoods.
“Barcelona is full of contradictions, especially between those who are now unemployed and those who are just focused on earning even more from tourism,” Mr. Solé said. Can Vies, he added, “is unfortunately a more realistic image of Barcelona than the brand City Hall tries to sell.”
The rioting this week echoed similar episodes elsewhere in Spain and in Turkey, where plans by Istanbul’s mayor to redevelop a popular public square set off weeks of protests last year. In January, the Gamonal district of Burgos, in northern Spain, was the scene of prolonged street fighting over plans by City Hall to remodel an avenue and remove many of its free parking spaces at a time of deep cuts in other areas of public spending. The plan was eventually shelved.
Mr. Solé described Can Vies as “something of a symbol for the deprived.” As in Burgos, he added, “it is the kind of spark that can set ablaze a fire that has long been simmering.”
Joan Carles Gallego, the head of the Catalan branch of the Workers’ Commissions, one of the two main trade unions in Spain, said the fighting over Can Vies reflected growing frustration in Barcelona as investors flock back to Spain but unemployment remains nearly 26 percent. Youth unemployment is roughly double that. “The message is that our economy is recovering, but most people aren’t feeling that recovery,” Mr. Gallego said. In the coming months, he warned, “the social conflict could get more radical because people won’t want to be left further behind.”
Alfredo Pastor, an economics professor at the IESE business school in Barcelona, said that “from an outsider’s perspective, the question might be how this has not happened more in a country of 26 percent unemployment.” The problem for Spain, he said, is that “unemployment is likely to be the last part of our economy to recover.”
Three years ago, a youth-led movement took over Puerta del Sol in downtown Madrid, in a giant protest against Spain’s establishment that was a precursor to Occupy Wall Street and similar movements.
While anti-austerity protests have since continued across Spain, they have been on a smaller scale. Still, Podemos, a newly formed political party that has vowed to replace Spain’s established parties, managed to win almost 8 percent of the Spanish vote in elections to the European Parliament last Sunday.

Rio Grapples With Violence Against Police Officers as World Cup Nears

                                                    TAKE A LOOK AT THIS IMPERMISSIBLE ITEMS YOU WILL NOT BELIEVE                  ...