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Tuesday, December 3, 2013

Cardozo diz que pode ter conhecido consultor indiciado no caso Siemens

Ministro foi ao Senado explicar os motivos de ter repassado denúncias à PF.
Cardozo disse que Arthur Teixeira pode ter sido apresentado a ele em 2003.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, admitiu nesta terça-feira (3) a possibilidade de ter se encontrado com o consultor Arthur Teixeira, consultor indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e evasão de divisas no caso de suposta prática de cartel em licitações dos trens e do metrô de São Paulo e do Distrito Federal.

Cardozo esteve nesta manhã na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para esclarecer os motivos que o levaram a repassar à Polícia Federal (PF) – e não à Procuradoria-Geral da República (PGR) – um dossiê sobre a suposta prática de cartel.Cardozo disse que Arthur Teixeira pode ter sido apresentado a ele em 2003, no início do seu mandato como deputado federal. O encontro, porém, não teria “marcado” o ministro, que diz não se recordar da fisionomia do lobista.
“Eu conheci o senhor Arthur Teixeira. Até esse final de semana eu achava que não, porque vi fotos no jornal e não me lembro de ter estado com ele”, afirmou o ministro aos senadores.

Segundo informou o Jornal Nacional no mês passado, Teixeira foi investigado pelo Ministério Público da Suíça e indiciado pela Polícia Federal brasileira. Ele era dono de duas empresas de consultoria suspeitas de receber propina de multinacionais, como a Siemens e a Alstom - para que fossem beneficiadas em concorrências públicas.

Teixeira foi citado também nas investigações sobre a formação de cartel em licitações do governo de São Paulo - para a compra e a manutenção de trens - entre 1998 e 2008, durante as gestões de Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra - todos do PSDB.

“Eu não sei se fui apresentado a ele ou não. Se fui, nenhum problema. Não foi algo que seguramente me marcou porque eu me lembraria, mas não posso afastar essa possiblidade porque me encontrei com muita gente como deputado nos meus dois mandatos”, disse Cardozo aos senadores.
03/12/2013 14h28 - Atualizado em 03/12/2013 14h54

Cardozo diz que pode ter conhecido consultor indiciado no caso Siemens

Ministro foi ao Senado explicar os motivos de ter repassado denúncias à PF.
Cardozo disse que Arthur Teixeira pode ter sido apresentado a ele em 2003.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília
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O ministro José Eduardo Cardozo, em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)O ministro José Eduardo Cardozo, em audiência
pública na Comissão de Constituição e Justiça do
Senado (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, admitiu nesta terça-feira (3) a possibilidade de ter se encontrado com o consultor Arthur Teixeira, consultor indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e evasão de divisas no caso de suposta prática de cartel em licitações dos trens e do metrô de São Paulo e do Distrito Federal.

Cardozo esteve nesta manhã na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para esclarecer os motivos que o levaram a repassar à Polícia Federal (PF) – e não à Procuradoria-Geral da República (PGR) – um dossiê sobre a suposta prática de cartel.
Cardozo disse que Arthur Teixeira pode ter sido apresentado a ele em 2003, no início do seu mandato como deputado federal. O encontro, porém, não teria “marcado” o ministro, que diz não se recordar da fisionomia do lobista.
“Eu conheci o senhor Arthur Teixeira. Até esse final de semana eu achava que não, porque vi fotos no jornal e não me lembro de ter estado com ele”, afirmou o ministro aos senadores.

Segundo informou o Jornal Nacional no mês passado, Teixeira foi investigado pelo Ministério Público da Suíça e indiciado pela Polícia Federal brasileira. Ele era dono de duas empresas de consultoria suspeitas de receber propina de multinacionais, como a Siemens e a Alstom - para que fossem beneficiadas em concorrências públicas.

Teixeira foi citado também nas investigações sobre a formação de cartel em licitações do governo de São Paulo - para a compra e a manutenção de trens - entre 1998 e 2008, durante as gestões de Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra - todos do PSDB.

“Eu não sei se fui apresentado a ele ou não. Se fui, nenhum problema. Não foi algo que seguramente me marcou porque eu me lembraria, mas não posso afastar essa possiblidade porque me encontrei com muita gente como deputado nos meus dois mandatos”, disse Cardozo aos senadores.

O ministro disse que o advogado de Teixeira apresentou à imprensa uma carta na qual dizia que, em 2003, Cardozo teria se encontrado com o consultor com a finalidade de “conhecer melhor” a área de transportes.

“Acho estranho o seguinte: eu nunca atuei na área de transportes. Eu não só nunca tive nenhum cargo na área, como também nunca fiz nenhum projeto. Se fiz, me escapa”, afirmou.

Segundo o Cardozo, “é muito frequente” ser apresentado a todos os tipos de pessoas, inclusive lobistas. “E como todos sabem: às vezes a gente é apresentado a gente do bem e a gente do mal.  Eu não posso avaliá-lo [Arthur Teixeira]. Seria um absurdo porque eu não sei. Eu nem me lembro da reunião, para ser franco”, disse o ministro.

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