Contra as chuvas, governo do Rio orienta moradores a correr
Secretaria Estadual de Ambiente divulg rotas de fuga e os locais para quem mora em locais perigosos. Casas populares e radares meteorológicos prometidos não foram entregues no prazo
O principal mecanismo contra as tragédias das chuvas de verão na Região Serrana do Rio continua a ser, dois anos depois da tempestade que matou cerca de mil pessoas, o “salve-se quem puder”. Nesta terça-feira, a Secretaria Estadual de Ambiente apresentou aos moradores de Petrópolis os Planos de Prevenção e Enfrentamento de Acidentes e Desastres Naturais. Ou seja, um conjunto de instruções que devem ser seguidas em caso de chuvas fortes mas que, no fim das contas, transfere para o morador a tarefa de conseguir escapar da enxurrada. Além de apresentar rotas de fuga e pontos de apoio, o estado distribuirá kits com imãs de geladeira com orientações para desocupação imediata, como a importância de lembrar de desligar o gás para minimizar riscos de explosões antes de deixar a moradia.
Planos de emergência são comuns em áreas sujeitas a catástrofes naturais, como furacões, terremotos, maremotos ou riscos de acidentes com produtos tóxicos. É desejável, inclusive, que as ações de defesa civil sejam difundidas não só para quem mora à beira do precipício. O problema, no estado, é que pouca coisa andou desde a maior tragédia natural do país: casas em áreas seguras não ficaram prontas, os radares meteorológicos prometidos para dar precisão à meteorologia só devem chegar depois do verão de agora.
O que os moradores de Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Bom Jardim, Areal, Sapucaia, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto vão receber, a partir desta terça-feira, é um pacote de improvisos. Um dos itens preparados para os moradores de áreas de risco é uma pasta plástica “com vedação impermeável” para guardar documentos importantes e carrega-los, em um momento em que seja necessário abandonar as casas.

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