Renúncia de Genoino foi decisão política, avaliam especialistas
A decisão do ex-presidente do PT e agora ex-parlamentar José Genoino (SP) de entregar o mandato de deputado federal teve motivação política. Essa é a avaliação dos cientistas políticos ouvidos pelo R7, após o petista entregar, na última terça-feira (3), sua carta de renúncia na Câmara dos Deputados.
Para o cientista política da UnB, a tendência é que os outros deputados condenados no processo do mensalão, Pedro Henry (PP-MT), João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP), também apresentam a renúncia para escapar da cassação.
Segundo David Fleischer, essa é a melhor opção para não prejudicar os respectivos partidos em ano eleitoral.
— Parece que os outros que são deputados também vão renunciar. Evita o desgaste, evita manchar ainda mais o partido. A legenda também quer evitar o desgaste próximo à eleição, deve haver uma pressão dos partidos nesse sentido.
Já o professor do Iuperj avalia que os deputados não têm nada a perder ao enfrentar o processo de cassação. Segundo Fransciso Teixeira, como os partidos são pequenos, não há tanto impacto no processo eleitoral.
— A gente está vendo figuras se apegando ao mandato muito fortemente. E são partidos pequenos, que não estão em jogo eleitoral. Não são vitrine, como o PT é.
Henry e Costa Neto ainda não tiveram as prisões decretada pelo STF. O relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, pode expedir os mandatos a qualquer momento. Já o petista João Paulo Cunha terá mais tempo em casa porque tem direito aos embargos infringentes pelos crimes a que foi condenado.

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