Ex-namorado de Amanda Knox é detido perto da fronteira
Polícia italiana acredita que Raffaele Sollecito tentava fugir do país para escapar da pen
a de 25 anos de prisão pelo assassinato da estudante Meredith Kercher
Raffaele Sollecito, ex-namorado da estudante Amanda Knox, foi detido nesta sexta-feira pela polícia italiana em um hotel próximo à fronteira da Itália com a Áustria, no nordeste do país, informa o jornal The Guardian. A prisão de Sollecito, de 25 anos, ocorre um dia após suasegunda condenação pelo assassinato, em 2007, da estudante britânica Meredith Kercher, na cidade de Perugia. Apesar de condenado, a Justiça italiana ainda não tinha emitido a ordem de prisão para Sollecito.
A estudante americana Amanda Knox – que não compareceu ao julgamento por estar morando nos Estados Unidos – também foi condenada nesta quinta-feira a 28 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Meredith. À época do crime, as duas dividiam um apartamento na cidade de Perugia. Este foi o terceiro julgamento do casal. Os dois foram condenados em 2009 e absolvidos em 2011. Esta decisão, porém, foi anulada pela Suprema Corte italiana, que ordenou a reabertura do caso.
Um oficial italiano não identificado pelo jornal disse que Sollecito, que desapareceu da sala do tribunal antes que o veredicto fosse lido, tinha passado a noite com sua atual namorada, Greta Menegaldo, em um hotel na vila de Venzone, próxima a fronteira. "Ele foi advertido que está proibido de deixar o país", disse o porta-voz da polícia. "O passaporte dele foi confiscado e sua carteira de identidade foi carimbada para mostrar que ele não deve deixar a Itália", completou o oficial.
De acordo com o jornal La Repubblica, por volta das 15 horas de quinta-feira, uma câmera de segurança em Palmanova, cidade italiana próxima a Áustria, flagrou o carro modelo Mini Cooper pertencente ao pai da namorada de Sollecito. O carro seguia pela autoestrada A23, que leva à fronteira com o município de Villach, no sul da Áustria.
O tribunal de Florença, onde Sollecito e Amanda foram julgados, informara nesta quinta-feira que havia um perigo "real e presente" de o rapaz condenado fugir do país. O juiz Alessandro Nencini disse que, embora Sollecito tivesse participado dos trâmites judiciais, ele tinha demonstrado interesse em obter “apoio logístico em países com os quais a Itália não tem relações de assistência judicial". Recentemente, Sollecito esteve de na República Dominicana e também procurou por trabalho na Suíça. Depois disso, o tribunal decidiu que ele não poderia deixar a Itália mais uma vez sem a permissão de um juiz.
Fugitiva' – Em entrevista ao jornal The Guardian nos dias que antecederam o veredicto, Amanda reafirmou que não pretende voltar à Itália. “Eu serei tecnicamente considerada uma fugitiva. Eu definitivamente não vou voltar à Itália por minha vontade. Eles terão de me capturar e me colocar aos chutes em uma prisão na qual eu não mereço estar. Eu vou lutar pela minha inocência”.
É pouco provável que Amanda volte à Itália para cumprir a nova sentença porque a lei americana determina que uma pessoa não pode ser julgada duas vezes sob a mesma acusação, informou um especialista à rede CNN. Quando a reabertura do caso foi anunciada, a rede BBC informou que o novo julgamento representaria, tecnicamente, uma continuação do original, o que afastaria a possibilidade de “dupla condenação”.
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