Psicológico do Brasil foi um fracasso total
Vexame no Mundial diante dos alemães expôs uma equipe insegura e abatida
Rio - Nada foi mais debatido nesta Copa do que o desequilíbrio emocional da Seleção. A vergonhosa eliminação para a Alemanha, na semifinal, mostrou que a pressão de jogar em casa e de ter de vencer o Mundial abalou psicologicamente os jovens jogadores, que sucumbiram ao peso da responsabilidade.
Jogadores brasileiros mostraram descontrole na Copa
Foto: Reuters
A campanha até a eliminação escondeu as falhas na preparação da cabeça dos atletas feita pela psicóloga Regina Brandão, que muitas vezes se comunicou com eles só por e-mails e mensagens de celular. Mas a atuação no último jogo escancarou a personalidade da equipe: insegura e abatida.
Para o presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte, João Ricardo Cozac, o trabalho psicológico com os atletas fracassou porque foi feito em cima da hora. “Quando o Brasil foi definido como sede, já deveria ter sido incluído na comissão técnica um departamento de psicologia. Esse trabalho tem que ser a longo prazo. A faixa etária dos jogadores é muito baixa e agravou tudo. Além disso, eles não tinham um líder em campo”, analisou Cozac.
Na goleada para os alemães, o que se viu foi um time sem alma, perdido e sem saber o que fazer para reagir. Uma tragédia anunciada segundo o psicólogo do esporte. “O Brasil naufragou em suas próprias lágrimas. Desde o começo, eles sentiram a pressão, tanto que não jogaram bem em nenhum jogo”, afirmou.
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