Tubarão' da máfia dos ingressos foge de hotel antes da chegada da polícia
Promotor Marcos Kac já considera Raymond Whelan foragido
O diretor da empresa Match, Raymond Whelan, acusado de ligação com a máfia dos ingressos, teve a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira pela Justiça, mas a polícia chegou atrasada ao Copacabana Palace, onde ele estava hospedado. Segundo as primeiras informações, Ray teria saído pela porta dos funcionários do hotel por volta das 15h, uma hora antes dos policiais da 18ª DP (Praça da Bandeira) terem chegado ao local. O promotor Marcos Kac disse que Ray Whelan já é considerado foragido.
O executivo era o único dos 11 denunciados pelo Ministério Público do Rio que não estava preso. Nesta quinta, a Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e determinou a prisão dos 11 envolvidos na máfia dos ingressos, inclusive de Ray Whelan. Dez já estavam presos. A ordem de prisão foi emitida pela juíza Joana Cortes, do Juizado Especial do Torcedor. O único que não teve o pedido de prisão solicitada pelo Ministério Público foi o advogado José Massih, por ter colaborado com as investigações.
O inquérito da Operação Jules Rimet foi recebido na quarta-feira pelo Ministério Público. Doze presos, incluindo o CEO da Match Services, única autorizada pela Fifa para comercializar os tickets, Raymont Whelan, foram indiciados pelos crimes de cambismo e associação criminosa. Ontem, a polícia pediu a prisão preventiva de 11 dos detidos desde o início da operação no Rio de Janeiro e em São Paulo.
O Jornal do Brasil vem acompanhando de perto o caso e publicou, em primeira mão, denúncias a respeito do esquema de venda irregular de ingressos para a Copa.
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Ray Whelan foi libertado da 18a. DP (Praça da Bandeira) na última terça-feira (8), após pagar fiança de R$ 5 mil e por determinação de um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). A prisão temporária de cinco dias foi expedida pelo Juizado Especial do Torcedor, mas a desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, considerou a prisão ilegal, pois desobedeceu o princípio da proporcionalidade. A Justiça reteve o passaporte de Whelan. Em nota, a Match informou nesta quarta (9) que Whelan vai devolver a credencial da Fifa.
O franco-argelino Mohamed Lamíne Fofana, acusado de chefiar a quadrilha e preso no dia 1º de julho, segue detido no Complexo Penitenciário de Bangu, junto com outros 10 membros da máfia dos ingressos. A Justiça negou o habeas corpus de Lamine Fofana, permitindo o pedido de prisão preventiva pela PC, já que o prazo de prisão temporário do suspeito encerra nesta quinta
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